Já corri tantos caminhos,
bem demais para a minha idade,
já fui mentira e verdade,
já estudei em pergaminhos,
já voltei...tive saudade
...Já sofri mais que o que contava
já sorri mais que o que merecia,
já vi a noite ser dia,
quando o sol sempre durava
e vinte e quatro horas luzia.
...Já passei por entre as montanhas
onde rios gelados corriam,
galguei vales em que cresciam,
searas ondulantes, tamanhas,
e os cantares dos grilos se ouviam.
...Já transitei na cidade,
no progresso participei,
já mil cartazes colei,
mesmo em dias de tempestade,
era jovem, então sonhei.
...Já escrevi o que sentia,
já gritei de tanto amar,
já chorei por me faltar
a força que eu tanto queria,
para nunca poder chorar.
...Já fui descalço para a escola,
para as letras aprender,
saltei muros para ver
os outros jogar à bola,
fintei a vida sem querer.
...Pontapés que dei e levei
que em mim se enraizaram
e que tanto me ensinaram.
Foi um jogo que eu joguei,
com golos que eu marquei
e os golos que me marcaram.
Eduardo Mesquita
Que o estar só, seja chamado de quietude ou tranquilidade e que aconteça para nos encontrarmos e olharmos um pouco para dentro de nós, mas que não demore demasiado para que não se transforme em vazio ou tristeza e não seja chamado de solidão!
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1 comentários:
Nem sempre é fácil conjugar rima com poesia e ainda menos com conteúdo; neste caso tudo está em perfeita harmonia. belíssimo. Parabéns ao Edaudro e um beijo amigo para si
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