Se eu pudesse passear pela alma da vida,
encontraria o cheiro de uma flor que secou,
o voar de uma borboleta, antes colorida
e o verde de uma folha que em dourado se tornou.
Ouviria o cantar da andorinha que partiu,
sentiria no dia, a luz do luar,
reconheceria o brilho da estrela cadente que caiu
e na sombra da lua, o sol a passar.
E ainda no frio do inverno,
veria a folha de outono que secou,
veria o verão quente e terno
e a primavera que tudo floriu e mudou.
E porque tudo isto vive ainda,
se tudo é passado e se foi?
Porque tudo o que à vida se dá, nunca finda,
permanece vivo em lembrança que não doi.
Assim é a lembrança do Homem que partiu,
mas que à vida se deu, sem ficar
preso em si mesmo e que sentiu
que morre em vida, o que não sabe dar!
Fernanda Rocha Mesquita
foto pessoal ( Edmonton, Canada)
o voar de uma borboleta, antes colorida
e o verde de uma folha que em dourado se tornou.
Ouviria o cantar da andorinha que partiu,
sentiria no dia, a luz do luar,
reconheceria o brilho da estrela cadente que caiu
e na sombra da lua, o sol a passar.
E ainda no frio do inverno,
veria a folha de outono que secou,
veria o verão quente e terno
e a primavera que tudo floriu e mudou.
E porque tudo isto vive ainda,
se tudo é passado e se foi?
Porque tudo o que à vida se dá, nunca finda,
permanece vivo em lembrança que não doi.
Assim é a lembrança do Homem que partiu,
mas que à vida se deu, sem ficar
preso em si mesmo e que sentiu
que morre em vida, o que não sabe dar!
Fernanda Rocha Mesquita
foto pessoal ( Edmonton, Canada)
1 comentários:
Adoro seus poemas...adoro mesmo
~E porque tudo isto vive ainda,
se tudo é passado e se foi?
Porque tudo o que à vida se dá, nunca finda,
permanece vivo em lembrança que não doi.~
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